domingo, 3 de novembro de 2013

Ombusdman e a Lei de Midia

Folha de São Paulo 3 de novembro de 2013

Norma é triunfo da democracia', afirma defensora
DE BUENOS AIRES
Leia abaixo a continuação da entrevista com a defensora Cynthia Ottaviano

Folha - Quem ganha com a Lei de Mídia?

Cynthia Ottaviano - A audiência, o público, que é o grande sujeito de direito da lei. Esse é um triunfo da democracia argentina.

Desde a recuperação democrática, em 1983, até 2005 foram apresentados 73 projetos para uma lei de comunicação democrática. O país luta há anos para deixar para trás um paradigma de comunicação que era autoritário.

Por que era autoritário?

Porque a lei de radiodifusão da ditadura militar era mercantilista, considerava a informação uma mercadoria. E só se podia ter acesso a uma licença de rádio e TV quem tivesse dinheiro. Isso permitiu a concentração comunicacional e de posições dominantes na Argentina.

O governo é acusado de querer calar a imprensa que lhe é crítica com essa lei. Ela tem o respaldo da sociedade?

Foram realizados 24 fóruns na Argentina antes de a lei ser votada. Cerca de 10 mil pessoas participaram para opinar sobre a lei. Houve 1.300 propostas e 120 modificações desse projeto.

Depois o Congresso também convocou audiências públicas. A lei foi contestada na Justiça somente por um grupo de comunicação [Clarín]. Os demais apresentaram planos de adequação.

A sra. teme ser chamada de governista?

Eu não trabalho para o governo. A Defensoria é um organismo autônomo, com dependência de uma comissão do Congresso que é composta por diversas forças

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